Previdência privada: entenda o que é e como funciona

A rotina de trabalho atualmente é tão intensa que não sobra tempo para o profissional pensar no futuro, menos ainda para planejar sua aposentadoria. Ter êxito para conquistar a tranquilidade ao parar de trabalhar, no entanto, depende de uma organização das finanças o quanto antes. E é aí que entra a previdência privada como opção de investimento.

Para a maioria das pessoas, ela não é uma completa desconhecida, pois bancos e gerentes de contas são ligeiros em oferecer algumas opções de suas carteiras de investimento, não é mesmo? Mas existe um universo de possibilidades além dessas.

Essa diversidade, inclusive, permite que o investidor possa escolher a previdência privada que melhor atenda seu perfil, capacidade financeira atual e expectativas de uso no futuro.

Pensando nisso e também na falta de tempo de alguns profissionais para avaliar esse investimento, preparamos um conteúdo compacto, porém, relevante para o entendimento da previdência privada. Confira.

Concepção da previdência privada

A previdência privada é uma aplicação financeira que visa complementar ou ser uma alternativa à previdência social, gerenciada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Não é obrigatória, e os aportes podem ser realizados mensalmente por meio de contribuições programadas ou quando o investidor desejar, em caráter extraordinário. São investimentos de longo prazo e, após um período, é possível resgatar integralmente o valor acumulado ou receber quantias periódicas desse saldo.

Diferentemente da previdência social, a carteira de fundos que compõe a modalidade privada pode ser mais ou menos conservadora e, além disso, se o investidor não tiver comprometimento com seus aportes, não terá sua aposentadoria garantida.

Mecanismo que rege o investimento

A composição das carteiras de fundos e títulos da previdência privada faz com que elas tenham alguns custos que envolvem sua administração, por isso, ficar atento a esses valores é essencial para que o lucro dos investimentos não seja eliminado por suas altas despesas. Alguns pontos a se observar são:

Tipo de tabela para cobrança de impostos

Ao contratar o plano de previdência, é preciso determinar como será o regime de tributação, progressivo ou regressivo. No primeiro, o valor do imposto varia de acordo com o aporte e resgate mensal, assim, é mais vantajoso para quem não vai sacar tudo de uma vez ou pode precisar do recurso antes do prazo final.

A regressiva, por sua vez, vai diminuindo o valor do imposto gradualmente, o que pode ser mais vantajoso para quem pretende resgatar só ao final do plano.

Taxas administrativa e de carregamento

Como as previdências são compostas com fundos e ações que exigem uma administração especializada, algumas taxas podem ser cobradas, como a administrativa e a de carregamento.

A taxa administrativa é contabilizada anualmente por uma porcentagem sobre o patrimônio aplicado, mas é paga mensalmente. Já a de carregamento incide a cada aporte, programado ou extraordinário.

Perfil de risco de acordo com a composição da previdência

A composição das previdências também obedece aos diferentes tipos de investidor, sendo consideradas conservadoras, moderadas ou arrojadas de acordo com os ativos que as compõem. Podem ser chamadas ou classificadas como:

  • soberanas, quando sua carteira é definida por títulos públicos;
  • de renda fixa, quando, além dos títulos públicos, também têm ativos de renda fixa, como CDBs;
  • compostas, que misturam todos os ativos, mas têm, no máximo, 49% deles em renda variável, que são aqueles investimentos mais arrojados.

Tipos de previdência privada

Também é importante compreender as diferenças entre Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

O VGBL não pode ser abatido no Imposto de Renda e, quando o valor é sacado, o Imposto de Renda incide apenas no rendimento da quantia aplicada. Já o PGBL pode ser abatido do Imposto de Renda, limitado a 12% da renda bruta anual, e, ao sacar, o Imposto de Renda incide sobre o valor total.

A previdência privada ainda guarda um grande benefício para familiares e indicados pelo investidor em sua falta: a possibilidade de resgatar todo o montante acumulado antes dos procedimentos de inventário, que, em algumas situações, podem demorar muito tempo ou ser contestados.

Já vivenciou situação parecida? Mais um motivo para investir na previdência privada. Mas, de tudo que listamos, o que é mais determinante para sua decisão? Deixe seu comentário!